A propósito dos divórcios que nunca chegam a ser
A propósito deste magnifico post decidi refletir acerca de um divórcio que nunca foi e que me trouxe um lamentável lastro de tristeza, mal estar, uma infância terrível com laivos de masoquismo pela adolescência e que perpetua na minha memória a possibilidade de algo que nunca foi. Cedo percebi que vivia numa seio familiar de uma violência psicológica e física extrema. Lá em casa qualquer coisa era motivo para discussão, desconforto, lágrimas, pancadaria em que o agressor sempre foi o meu pai, que como ex combatente da guerra colonial misturado com álcool e de quando em vez comprimidos tornava tudo num ambiente deveras explosivo. Cresci a ver a minha mãe a ser espancada e eu próprio a ser saco de pancada por tudo e por nada. Naturalmente que em cada episódio desta saga, a vergonha se acumulava em mim pelo que se passava lá em casa com a vizinhança a olhar-nos de lado e a nada fazer para ajudar, e o resto da Idanha a saber +/- o que se passava evitava contacto... dos amigos da ...