Nestes que passam
Pela lente,
na retina,
que com o brilho da luz,
me atravessa a íris..
Pelos sonhos,
que num laivo de lucidez
perpetuam memórias...
Pelas letras,
que teimam em fugir
em desencontros
Com calor,
pelo temor de um incerto futuro
que solto corre pelos ares,
nuvem que se esfuma aos ventos,
onda que se perpetua num vazio areal...
Pedrinha polida pelos elementos,
castelo construido por sobre a dor,
pena que conduz a um pátio,
sombra do transparente fantasma,
dor que queima o peito,
lança que rasga a lucidez e
faz esconder em solidão
alma que doí num desatino sem dor...
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