Moonspell em Corroios...que noite !

Falar do concerto de Moonspell na passada 5ª f em Corroios é antes demais fugir a clichés até porque esta banda tem o condão de não sossegar na sua musicalidade, presença, estar e generosidade.

Quem os viu há uns anos atras (25 anos...já passaram 25 ?) nos primórdios aquando do lançamento de Wolfheart no ido bar / discoteca Johnny Guitar poderia adivinhar que, pela sua forma de estar e pela qualidade que ali estava, estes miúdos teriam tudo para vingar na industria musical na vertente do Metal. Aliás faça-se uma busca num qualquer motor de busca e ter-se-á esse testemunho de forma fácil e direta.

Hoje, assistir a um concerto destes senhores é um exercício de prazer. Desde o primeiro minuto a sua entrega é total e a simpatia e competência desfilam até ao ultimo minuto. 

Corroios não foi excepção começando com Breathe Until we Are No More e Extinct para aquecer as hostes que figuravam na Quinta do Marialva que de uma forma heterogénea e eclética os foram homenagear. De facto ver miúdos com os pais, teenagers,  quarentões e cinquentões é um fenómeno bem interessante e ainda mais numa véspera de dia util ter casa cheia numa festa popular de verão torna tudo ainda melhor. È um fenómeno ainda mais util de observar num país absorto por musica desenraizada na nossa matiz cultural e com os media a darem grande destaque a isso.

De facto vários dias depois percorre-se a rede e noticias sobre este concerto são zero - diz bem da manipulação miserável que se faz da realidade cultural de um país.

Quando os Moonspell se dirigem a temas mais clássicos como Night Eternal, Opium, Awake, Nocturna, Scorpion Flower, Vampiria, Ataegina, Mephisto, Alma Mater Everitihing Invaded toda a multidão exulta porque são temas que dizem muito a cada uma das almas que por ali permanece e por esta ou qualquer outra razão vibram ... Temas que intercalados por Last of Us, Malignia e Future is Dark tornam tudo ainda melhor. Como não poderia deixar de ser terminam sob o feitiço da lua com Fullmoon Madness


Há ainda a referir (e que ajudam muito a completar um quadro pintado a tons de reflexão interior e libertação) a enorme participação das Crystal Mountain Singers (a Carmen e a Silvia) que fazem maior um já enorme concerto - Moonspell devia usar esta carta maior muitas mais vezes .


Todo o desfile de musicas intercalado com varias interações com o publico se torna um hino de celebração de uma noite popular dedicada ao Metal na margem sul. De facto Fernando Ribeiro, Aires, Ricardo Amorim, Miguel Gaspar e Pedro Paixão são músicos de uma qualidade excecional, mas humildes que brilham de uma forma natural no mar de negro que os invade, banha e os faz entregar-se como se não houvesse amanhã até porque o futuro sem eles não faz sentido.

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