Caverna
Que teias se montam
por sobre o Homem?
Que enredo se
perturba pela indiferença que perdura?
Que solidão de
penumbra, faz uma vela se acender ao vento?
Quantas noites não
dormidas em sobressalto se constroem na duvida?
Quantas cobertas se
amortalham nos corpos daqueles que nada esperam?
Que olhares se cruzam
com a negritude ?
Quanta interrogação
faz parar?
Em que se perturba o mecanicismo
dos dias? …
Que quebras são
necessárias para parar e olhar, ver e reparar?
Quais as lutas que se
consideram justas?
Nascerá um sol um
dia?
Estará o astro rei
perdido numa fase quântica?
Perdurará a dor?
Durará por quanto
tempo a dúvida da existência?
Estancaremos a tempo
o sangramento voraz dos dias?
Irromperão as lutas e
as revoltas como incandescência caindo dos céus?
Passaremos á caverna?
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